A necessidade de armazenamento, gestão e uso de dados exige que empresas de todos os segmentos explorem os recursos de data center. Agências governamentais, instituições financeiras e educacionais e varejistas são apenas algumas das companhias que precisam de uma boa infraestrutura de data center para manter as operações.

O uso deste tipo de recurso pode gerar valor para a organização, aumentando o potencial competitivo e a produtividade do time. Já a falta dele pode comprometer o trabalho dos colaboradores, dificultando o acesso rápido e confiável aos dados e a disponibilidade e entrega dos serviços.

Especialmente para empresas que buscam manter conformidade em segurança da informação, investir neste tipo de ferramenta é fundamental. Mas, afinal, o que é data center?

Neste post, apresentamos o conceito desta solução, capaz de centralizar as operações de TI e de garantir eficiência na gestão dos dados, com segurança e confiabilidade nos processos.

Avance na leitura do artigo!

O que é data center?

O data center permite a centralização de todas as operações e infraestruturas de TI das empresas. Com essa ferramenta, as empresas ganham condições de armazenar os dados corporativos em um ambiente remoto, seguro e confidencial.

Com um data center, as áreas de TI da organização podem centralizar o equipamento de computação e de rede em um único local em que se torna possível coletar, armazenar, processar, distribuir e viabilizar o acesso a grandes volumes de dados. 

Com a alta demanda por conectividade, requisito fundamental para o desenvolvimento de sistemas, aplicativos e ambientes modernos, as empresas precisam acelerar suas estratégias de 5G e de transformação digital.  

Para tanto, as corporações vêm investindo em soluções em cloud computing, sem deixar de priorizar a manutenção de um data center. É isso o que aponta a pesquisa Synergy Research Group sobre os custos corporativos em TI na última década.

De acordo com o resultado, os gastos anuais em serviços de infraestrutura em nuvem saíram de zero chegando a quase US$ 100 bilhões. Contudo, os gastos corporativos voltados para data center ficaram na mesma média durante grande parte da década.

Ao longo dos últimos dez anos, o crescimento médio anual dos gastos com data center foi de 4%, enquanto a adesão aos serviços em nuvem ficou em 56%. Apesar da diferença, é importante observar que as companhias não deixaram de lado a estrutura de data center

Como é um data center moderno?

A troca digital de dados é necessária para muitas das transações comerciais do dia a dia das empresas. Além disso, a transmissão de informações também tende a se tornar norma para as interações pessoais. Até mesmo atividades que antes eram analógicas, como transmissões de TV e chamadas telefônicas, agora são transmitidas em formato digital por fios e ondas de rádio. Além disso, o volume de dados é cada vez maior.

Diante dessa demanda massiva de entrega quase instantânea das informações digitais, surgiu o data center moderno. Ele atende à demanda de dados com computadores e equipamentos de rede capazes de lidar com as diferentes solicitações.

Para organizar as demandas de TI, as empresas e entidades governamentais precisam de um data center próprio ou terceirizado. Algumas optam por construir e manter internamente. Já outros preferem alugar servidores em instalações de co-localização. Há ainda a possibilidade de usar serviços baseados em nuvem pública de hospedagem, a exemplo das soluções fornecidas pela Amazon e Microsoft.

De acordo com dados da Glanz, estima-se que atualmente existem mais de 3 milhões de data centers de vários formatos e tamanhos no mundo hoje. 

São eles que permitem a conexão às diferentes redes de comunicação e o acesso aos dados, remotamente. O data center moderno pode ter em sua estrutura até milhares de servidores muito poderosos e muito pequenos funcionando 24 horas por dia, 7 dias por semana, garantindo total disponibilidade e acessibilidade aos usuários.

Como os data centers modernos têm um alto número de servidores, empilhados em racks colocados em linhas, eles também são chamados de server farms, em portugês, fazenda de servidores. 

Na prática, eles concentram serviços importantes, como armazenamento de dados, backup e recuperação, gerenciamento de dados e rede. Esses centros de data center viabilizam uma série de operações, dentre elas: 

  • Armazenar e servir sites da Web;
  • Executar serviços de e-mail e mensagens instantâneas (IM);
  • Fornecer armazenamento em nuvem e aplicativos;
  • Habilitar transações de e-commerce;
  • Capacitar comunidades de jogos online.

As possibilidades são muitas. Além dessas citadas, um data center moderno torna possível uma série de outras atividades que exigem análise por atacado de zeros e um.

Estrutura de data center 

Entenda como é a estrutura de um data center

Agora que você já entendeu o que é data center, é preciso avançar para conhecer a infraestrutura ideal de um, incluindo seus componentes básicos. Assim, será mais fácil compreender como o data center opera. 

Na prática, um data center completo e eficiente precisa ter um modelo de funcionamento apropriado, contando com uma infraestrutura de rede de qualidade.Para escolher corretamente os componentes de redes e os protocolos de comunicação, é preciso levar em consideração o objetivo de cada empresa. 

Com uma boa infraestrutura de rede do data center as interações que usam o tráfego IP e outros protocolos de comunicação serão acionadas, orientando o correto endereçamento e o encaminhamento dos pacotes de dados.

Mas a conectividade não é o único componente importante para um data center moderno. A seguir, listamos os cinco componentes básicos que um data center precisa ter para entregar uma performance adequada. 

#1 Servidores, Storages e Dispositivos de Rede

Os Servidores, storages (armazenamento) e dispositivos de rede (network) formam o corpo dos data centers. São dispositivos de alto desempenho capazes de receber, processar e armazenar um alto índice de requisições e dados. 

Diferente dos desktops convencionais, que executam uma série de tarefas, bem como interface dos usuários, os servidores têm foco em atividades específicas e alta resistência para suportar o funcionamento intermitente. Já os Storages são o local onde os dados são armazenados e gerenciados; e os dispositivos de rede permitem conectar servidores e storages em alta velocidade, entre si e com o mundo externo.

Todos estes elementos são montados de acordo com a tarefa que necessitam executar e otimizados para que mantenham a estabilidade, alta disponibilidade e segurança.

Essas máquinas são alocadas em racks com estantes que se espalham por longas fileiras. Nos racks, os computadores/storages ficam ligados por cabos de cobre ou fibra óptica, garantindo uma comunicação rápida e limpa entre eles.

Um data center mais simples possui entre 10 a 50 racks de servidores/storages, enquanto os maiores podem ter centenas de racks.

Para manter a estrutura do data center operando, a empresa deve contar com uma infraestrutura física, além de recursos, como energia elétrica, refrigeração e telecomunicações. 

#2 Energia

O data center moderno precisa assegurar alta disponibilidade sem downtimes. Sendo assim, para funcionar de maneira ininterrupta, é necessário ter uma fonte constante de energia que seja capaz de garantir a estabilidade da rede.

Investir na aquisição de geradores e no-breaks, por exemplo, é fundamental para que as empresas tenham redundância na rede elétrica para terem redundância, ou seja, contar com geradores e no-breaks. 

Contudo, vale destacar que garantir um bom preço no fornecimento de energia também é igualmente importante. Isso porque esse tipo de recurso pode representar um alto custo.

Na prática, os servidores podem consumir 3 quilowatts por rack, em data centers de pequeno porte, até 15 quilowatts por rack maiores.

Como alguns data centers podem ter mais de 500 racks, o consumo de energia pode chegar perto de 10 megawatts. A título de comparação, esse valor representa metade da quantidade necessária para que uma usina hidrelétrica consiga abastecer uma cidade de 150 mil habitantes.

#3 Refrigeração

Como o data center moderno exige o uso de computadores com alta performance e processadores robustos, certamente a temperatura do ambiente vai subir podendo chegar a 50º C. Assim, se não for controlada com um bom sistema de refrigeração, a empresa poderá ter uma série de problemas, registrando danos nos equipamentos e até incêndios.

Por isso, a redundância em refrigeração é indispensável: ela deve manter a temperatura dentro da média de 25º C. É claro essa condição ideal de climatização requer muita potência dos equipamentos de refrigeração. São usados condicionadores de ar de sala de computador (CRACs), ventiladores, manipuladores de ar, filtros, sensores e até canos e tanques de água. 

Geralmente, a refrigeração representa 50% da energia necessária para manter uma estrutura de data center. O consumo gera uma conta alta. Por isso, cada vez mais, as companhias estão buscando alternativas mais sustentáveis. 

A instalação deste tipo de infraestrutura em países mais frios é um dos caminhos possíveis. A técnica, conhecida como free cooling, consiste em levar o ar frio do ambiente externo para as salas dos servidores.

Além dessa, outra possibilidade é instalar os servidores no fundo do mar.  Contudo, esta solução ainda está em fase de testes, inclusive por gigantes como a Microsoft.

#4 Telecomunicações

Um dos principais objetivos de um data center moderno é viabilizar a conexão com dispositivos em vários cantos do mundo. Para tanto, uma estrutura de telecomunicações sólida é indispensável. Afinal, somente assim será possível garantir um sinal fluido, que permita o livre tráfego dos dados.

Muito antes das requisições de cada usuário serem recebidas pelos servidores, elas passam primeiro por uma sala de telecomunicações. Equipada com roteadores e outros equipamentos, essa central de telecomunicações filtra e direciona automaticamente a requisição ao destino certo.

Todo esse processo acontece de maneira rápida e eficaz graças ao uso dos cabos de fibra óptica que possuem ótima performance. 

#5 Segurança

Em todos os segmentos, as empresas lidam com um volume imenso de dados relacionados à organização e aos seus clientes. É claro que um data center moderno precisa ser capaz de processar uma grande quantidade de informações – sejam confidenciais, sejam sensíveis ou não – de maneira segura.

Por isso, um data center completo precisa oferecer recursos de proteção nas camadas físicas e digitais do ambiente. Os softwares, por exemplo, precisam ter algoritmos poderosos para detecção de desvios de padrão mais refinados.

Na estrutura física, o controle de acesso aos prédios de data center também precisa ser intensificado e rigoroso. O uso de crachás e sistemas de identificação biométricos são algumas das boas práticas adotadas pelas empresas do segmento.

Afinal, qualquer falha aumenta a vulnerabilidade do data center e os riscos de vazamento de dados, dor de cabeça e multas. E isso é tudo o que a empresa fornecedora de data center e os seus clientes não querem. 

Data center moderno revoluciona o mercado

É importante centralizar o gerenciamento de entrega de dados como data center.

O volume de dados em uso no mundo cresce exponencialmente. Segundo estudo Digital Universe, em 2011, o conjunto de dados chegou a 1,8 trilhão de gigabytes (GB), cerca de 1,8 zetabytes (ZB).  Para 2020, a projeção é alcançar 40 ZB e, então, em 2025 alcançar a marca de 175 ZB

Essa quantidade imensa de dados é armazenada em uma esfera composta por três locais que se conectam:

  • Núcleo: inclui data centers tradicionais e em nuvem;
  • Borda: inclui coisas como torres de celular e filiais;
  • Terminais: inclui PCs, smartphones e dispositivos de Internet das Coisas (IoT).

Contudo, a explosão de dados corporativos deve impactar, primeiro, no aumento da base de informações do núcleo, ou seja, dos data centers. 

Por isso, é fundamental que as empresas busquem centralizar o gerenciamento e a entrega de dados em um data center físico ou na nuvem. Dessa maneira, será possível aproveitar os dados para controlar seus negócios e melhorar continuamente a experiência do usuário.

Há um aumento crescente na migração das estruturas corporativas de TI e de data center para a nuvem. Em vez de executar ou armazenar dados em servidores físicos, muitas companhias têm escolhido investir em servidores host de provedores de nuvem. Assim, além de reduzir o custo de execução da rede, as empresas passam a ter servidores de computação centralizada com segurança de ponta, alta disponibilidade e sem downtimes.

Vale destacar que o uso da nuvem não significa que os aplicativos e dados não são armazenados em hardware. A cloud computing trata-se de uma terceirização do hardware. Ou seja, outra empresa mantém o hardware e o software em locais remotos permitindo o acesso pela internet. Esses locais são data centers.

Um data center moderno permite que a companhia gerencie seus recursos localmente ou na  nuvem, otimizando o fluxo de processos, facilitando a gestão de dados e gerando valor às empresas. 

 Na jornada de transformação digital, depois de compreender o que é data center, muitas companhias vêm investindo em um modelo de data center interconectado. Isso porque, na prática, ele permite planejar uma migração gradual da infraestrutura de TI, assegurando mais disponibilidade, proteção para a rede, rapidez e flexibilidade. 

Com um data center moderno e completo, sua organização passa a ter condições de oferecer suporte adequado para outras tecnologias, como ferramentas de Big Data. 

Além disso, é possível eliminar os gastos e preocupações com servidores físicos, gerando economia. De outro modo, as várias camadas de proteção na nuvem e a integridade e disponibilidade total dos dados tornam o data center mais seguro e acessível a qualquer hora e em qualquer lugar.  

Invista em um data center completo e conquiste vários benefícios para a sua organização. Maior produtividade, redução de despesas desnecessárias e aumento de potencial lucrativo são apenas algumas das vantagens. Comece a investir na sua infraestrutura de TI hoje mesmo!

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Roberto Gero

Roberto Gero

Diretor de Produtos e Advanced Computing da Ingram Micro Brasil. Formado em Engenharia Mecânica, com MBA Executivo pela FIA/USP – Fundação Instituto de Administração. Desde 2017, trabalha como Diretor de Soluções Avançadas na Ingram Micro Brasil; com mais de 25 anos em áreas de negócios de TI, passou por diferentes posições em Canais e Fabricantes, incluindo IBM, Oracle e Ingram Micro.