Conduzir a gestão de um negócio sem analisar os dados pode gerar prejuízos para a organização. Em tempos de transformação digital e amplo uso da tecnologia, adotar ferramentas inovadoras como Inteligência Artificial, Automação de processos, Internet das Coisas (IoT), Infraestrutura Híbrida e escalável, Segurança, Big Data e Analytics é fundamental para se manter competitivo e obter inteligência de negócio. Para tanto, os dados são peças-chave.

Atualmente, a indústria de dados está avaliada em cerca de US$189 bilhões, com projeção de chegar à marca de US$247 bilhões até 2022. Algumas empresas estão um passo à frente e já começaram a compreender o poder dos dados como ferramenta estratégica, que deve estar alinhada aos objetivos do negócio. 

Contudo, nem todas as companhias estão prontas para fazer um uso inteligente dessas informações. De acordo com dados da McKinsey, de cada 100 empresas consultadas na América Latina, 70 se dizem frustradas com o uso de dados para transformar a companhia. 

Para evitar esse tipo de decepção e saber exatamente como explorar o poder dos dados, você precisa conhecer o conceito de cultura data driven

Vamos apresentá-lo neste artigo. Vem conferir!

O que é a cultura data driven ?

A cultura data driven substitui a intuição por decisões pautadas em dados.

A cultura data driven abraça o uso de dados nas tomadas de decisões. Ela trata os dados como principal recurso e um ativo estratégico da empresa, garantindo que eles estejam amplamente disponíveis e acessíveis. 

Sendo assim, as empresas data driven se concentram em capturar, limpar e fazer a curadoria dos dados organizacionais relevantes, buscando o aprendizado e a melhoria contínua. 

Na cultura data driven, uma base sólida de dados é crítica para diferenciar os negócios por meio de inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML). Trata-se, sobretudo, de acreditar que os dados ajudam todos a ter um melhor desempenho.

Cultura Data Driven nas empresas

As empresas que investem em cultura data driven se mantêm competitivas no mercado.

Atualmente, as companhias que desejam se manter em destaque, em um mercado disruptivo, têm como desafio estruturar uma área de inteligência de dados como parte fundamental do core business da empresa.

Aos líderes de negócios, cabe priorizar o desenvolvimento de uma estratégia de modernização e integração de dados. Assim, as empresas data driven podem estabelecer um processo de tomada de decisão, assertivo, transparente e em tempo real.

Para tanto, muito além de entender o que é data driven, é necessário saber como explorar os dados de maneira inteligente e eficaz. A operacionalização da análise de dados segue os princípios do Manifesto DataOps, um documento que reúne as melhores práticas de engenharia de dados.  

Seguindo o protocolo, as empresas data driven sabem exatamente como transacionar dados analíticos e dados cognitivos, garantindo compliance com as diretrizes de segurança da informação. Na prática, é preciso assegurar:

  • Proteção e privacidade dos dados
  • Confiabilidade do dado
  • Acesso ao dado
  • Compartilhamento do dado (interno e externo)
  • Tratamento do dado

Além da segurança e governança dps dadps, outro aspecto importante para consolidar a cultura data driven nas empresas é o processo de empowerment, ou seja, a democratização de dados.

Para tanto, o ideal é que a operação da empresa seja baseada na tendência Total Experience. Neste modelo, o user experience, os funcionários, produz o Customer Experience, o ecossistema de parceiros e clientes.

Além disso, outro aspecto importante para a jornada rumo à cultura data driven é contar com a infraestrutura adequada. Investir em computação em nuvem, com cloud nativa e/ou cloud híbrida, bem como em servidores, storage (persistência de dados), rede, backup e restore de dados é parte essencial da estratégia nas empresas data driven.

O processamento do dado também pode se tornar mais simples e assertivo com o investimento em hiperautomação e convergência tecnológica, com a adoção de uma plataforma completa, como a  IBM Cloud Paks

Empresas data driven: repense sua estratégia de dados 

A cultura data driven deve ser empregada em todos os departamentos da empresa.

O mundo mudou. Agora, ele é VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo): novas tendências, processos e tecnologias surgem o tempo todo e as empresas precisam se adaptar.

Neste contexto, a cultura data driven pode oferecer suporte para a gestão estratégica das companhias de diferentes setores, como marketing, vendassuprimentoslogística, compras e tantos outros.   

Na prática, os dados apontam os caminhos possíveis à medida que fornecem material para novos insights, ideias, projetos e abordagens.

Em um mundo complexo e competitivo, as empresas data driven têm condições de coletar, analisar e processar dados que revelam muito sobre o perfil e o comportamento dos clientes. 

Na cultura data driven, o conjunto de dados é o ponto de partida para a construção de uma estratégia assertiva e rentável em um mercado dinâmico, tecnológico e volátil. Ao desenvolver uma cultura data driven, as companhias deixam no passado as suposições e achismos e passam a trabalhar com informações claras, precisas e concretas, que geram real valor para o negócio. 

Em termos de estrutura, o desafio das empresas data driven é revisar questões relacionadas a pessoas, processos e tecnologia, tomando como base a análise de dados, para fortalecer as áreas e setores estratégicos e relevantes do negócio.

Até então, por incrível que pareça, a maioria das empresas ainda não usa todos os dados que poderiam. Tanto é verdade que os dados do Data and Analytics Predictions Through 2021 da Consultoria da Gartner confirmam o uso ainda tímido dos dados e da cultura data driven.

Qual a importância da tecnologia na cultura data driven ?

As tecnologias de dados são fundamentais para que as empresas consigam  avançar no processo de transformação digital de forma fácil, rápida e com aumento de produtividade.

Contudo, especialmente em companhias que possuem modelo de gestão tradicional e pouco contato com dados e tecnologias, além de investir em novas ferramentas, o desafio é educar áreas e profissionais, desmistificando o uso dos dados e incentivando a geração de insights por meio deles

Este é um trabalho rotineiro e que deve ser levado a sério em vários setores estratégicos e processos internos da companhia. 

Dessa maneira, a cultura data driven proporciona a democratização dos dados entre os profissionais da empresa que devem compartilhar o acesso ao conhecimento e construir novas ideias, ações e projetos juntos. 

Nas empresas data driven, os times devem ter autonomia para trabalhar e colaborar, sendo que a tomada de decisões deve ser sempre orientada pelo suporte tecnológico e pela inteligência de negócio obtida com os dados.

Um oceano azul de oportunidades 

Uma avalanche de dados é um oceano azul de oportunidades que já estão sendo proporcionadas pela cultura data driven. A única opção viável para o sucesso é navegar orientando-se pela bússola dos dados. Ignorar o que é data driven e tudo o que ele representa pode ser fatal para sua organização. 

Portanto, tenha em mente alguns aspectos importantes: 

  • A transformação digital é parte fundamental do sucesso das empresas na atualidade, sendo um dos passos mais importantes para desenvolver uma cultura data driven alinhada à otimização de resultados;
  • Não basta coletar milhões de bytes de dados: é preciso entender como essas informações atendem aos objetivos do negócio. Além disso, é importante compreender como as leis e regulamentações existentes em cada país, especialmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil,  impacta diretamente o dado desde a sua captura, gestão de seu ciclo de vida e descarte dessa informação;
  • A automatização de tarefas como a captura, integração e tratamento de dados é a chave para gerar análises de negócios com agilidade e inteligência;
  • Descentralizar a gestão dos dados proporciona mais autonomia para que cada time determine seus KPIs e solucione questões pertinentes ao desenvolvimento do negócio sem depender de relatórios gerados de forma complexa e demorada.

9 tendências para a jornada data driven nas empresas

Recentemente, o Gartner apresentou as principais tendências em tecnologias de Data & Analytics (D&A) para 2021. A seguir, confira cada uma e saiba como elas podem auxiliar as empresas data driven.

Internet of Behaviors 

Na IOB você pode obter e analisar os dados referente ao comportamento dos usuários no mundo digital.

A internet orientada aos novos comportamentos (IoB) combina tecnologias existentes que visam acompanhar os movimentos do indivíduo. Reconhecimento facial, rastreamento de localização e Big Data são algumas delas. A IoB conecta os dados obtidos a eventos comportamentais associados, como compras em dinheiro ou o uso de dispositivos.

A IoB reúne, combina e processa dados de várias fontes: comerciais, de redes sociais e até informações governamentais. As empresas data driven podem explorar esses dados para influenciar o comportamento humano.  

Total Experience (TX) 

A experiência total (TX) é uma estratégia que abrange as experiências dos clientes, dos funcionários e dos usuários. De acordo com o Gartner, as empresas que fornecem a TX tendem a superar os concorrentes nas principais métricas de satisfação nos próximos três anos.

Cada vez mais, as interações se tornam móveis, virtuais e distribuídas, exigindo uma  estratégia de TX.

Privacy-Enhancing Computation

Esse tipo de computação aprimora a privacidade protegendo os dados enquanto são usados, garantindo o sigilo e a privacidade.

Esse modelo se baseia em três tecnologias de proteção de dados. Veja o que cada uma delas proporciona:

1. Garante um ambiente confiável para análise e processamento dos dados confidenciais. 

2. Executa análises e processa os dados de maneira descentralizada. 

3. Faz a criptografia de dados e algoritmos antes de análises ou processamento.

Nuvem distribuída

Fornece um ambiente ágil para organizações com baixa latência, permitindo a redução de custos relacionados aos dados e requisitos de residência de dados

Anywhere Operations 

Esse modelo de operação viabiliza o acesso aos serviços e dados em qualquer lugar onde os clientes, funcionários e parceiros estiverem.

O modelo permite experiências de valor agregado em cinco áreas principais: 

  • Colaboração e produtividade;
  • Acesso remoto seguro;
  • Nuvem e infraestrutura de ponta;
  • Quantificação da experiência digital;
  • Automação para operações remotas.

Malha de cibersegurança 

A Cybersecurity Mesh garante acesso seguro aos ativos digitais, independentemente de onde a pessoa e os ativos estejam localizados.  

Intelligent Composable Business

Em tempos incertos, marcados por mudanças inesperadas, ter um negócio inteligente e combinável é fundamental para a sobrevivência da empresa. Aos poucos, as máquinas irão aprimorar a tomada de decisões, baseando-se nos dados e insights. Negócios inteligentes e combináveis são capazes de gerar novos modelos de negócios digitais, operações autônomas e novos produtos, serviços e canais.

Engenharia de IA

Atualmente, as empresas lidam com dificuldades na manutenção, escalabilidade e governança nos projetos de IA. Uma pesquisa do Gartner mostra que apenas 53% dos projetos passam de protótipos de Inteligência Artificial (IA) à produção.

Portanto, a engenharia de IA, baseada nos pilares DataOps, ModelOps e DevOps,  é uma disciplina fundamental para que as empresas consigam superar tais dificuldades

Hiperautomação

De acordo com o Gartner, a hiperautomação é inevitável e irreversível. Basicamente, a tendência consiste na “ ideia de que tudo que pode ser automatizado em uma organização deve ser automatizado”. A hiperautomação é a estratégia ideal para que as empresas data driven conquistem excelência operacional digital e a resiliência operacional.

Como a IBM e a Ingram Micro e seus parceiros de negócios podem apoiar sua jornada Data Driven ?

Os líderes de negócios que têm como meta implantar a cultura data driven nas organizações precisam contar com as melhores ferramentas. Gerenciar com tecnologias impulsionadas por inteligência artificial e cloud híbrida é essencial para obter sucesso na implementação completa de fluxos de trabalho inteligentes,  acelerando a transformação digital.

Em suma, as empresas podem transformar dados em insights por meio de uma arquitetura integrada e nativa em cloud de forma segura, integrada e automatizada. Tudo isso proporciona a transformação do negócio digital através da jornada data driven.

Se você deseja implementar a cultura data driven na sua organização, precisa conhecer as soluções de Data Driven e IA da IBM, empresa parceira da Ingram Micro.

Quer saber mais? Conheça as ferramentas do portfólio!  

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Roberto Gero

Roberto Gero

Diretor de Produtos e Advanced Computing da Ingram Micro Brasil. Formado em Engenharia Mecânica, com MBA Executivo pela FIA/USP – Fundação Instituto de Administração. Desde 2017, trabalha como Diretor de Soluções Avançadas na Ingram Micro Brasil; com mais de 25 anos em áreas de negócios de TI, passou por diferentes posições em Canais e Fabricantes, incluindo IBM, Oracle e Ingram Micro.