A transformação digital está impulsionando o mundo para uma nova fase na evolução urbana. De saúde, transporte, habitação, segurança, educação e gestão de resíduos à cultura e turismo, a inovação disruptiva traz desafios únicos para os diferentes setores da sociedade. Já parou para pensar que tudo isso está cada vez mais nos aproximando de viver em uma cidade digital?

Neste contexto, cidades digitais estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, construídas sobre uma base de tecnologia robusta e infraestruturas de TI flexíveis. 

Ao mesmo tempo que a internet proporcionou uma escala global de negócios, ela também tem potencial de transformar a vida das pessoas e a estrutura urbana, que é inerentemente local.

Esta é a primeira fase da jornada rumo às smart cities. A tecnologia já começou a ser explorada para criar uma parceria profunda e rica entre sua cidade, seus cidadãos e as máquinas.

Neste artigo, você conhecerá o conceito de cidade digital e as experiências que esse modelo urbano proporciona para as pessoas.

Continue sua leitura!

Conceito: o que é cidade digital?

A cidade digital surge como um conceito e, também, como uma “política territorial” inserida numa sociedade em rede. Trata-se, portanto, de um sistema de pessoas e instituições conectadas por uma infraestrutura de comunicação digital, que tem como referência uma cidade real, com diferentes diferentes objetivos. 

Sendo assim, as cidades digitais representam a evolução urbana, contribuindo para a definição de uma nova forma de distribuição do fluxo de informação da sociedade. As cidades digitais devem pavimentar o caminho da inovação disruptiva, orientando a construção das cidades inteligentes. 

De tal modo, a cidade digital explora o potencial das ferramentas on-line para viabilizar o crescimento e a melhoria das regiões, das populações e do ambiente urbano.

A informação e a evolução tecnológica, que se encontram na base da criação de cidades digitais, são importantes para o espaço urbano na medida que permitem a disseminação da informação e a construção de novos conhecimentos. 

Como funciona uma cidade digital

As cidades digitais são as cidades da globalização. Nelas, as redes telemáticas integram a vida cotidiana da população, sendo parte importante da infraestrutura urbana. Sendo que, redes telemática, são entendidas como o conjunto de tecnologias capaz de permitir que haja interação e comunicação à distância, por meio de serviços possibilitados pelas redes de telecomunicação.

A união da sustentabilidade, natureza e tecnologia são premissas básicas de uma cidade digital.

De acordo com o estudioso André Lemos, o termo Cidade Digital inclui quatro camadas de experiências que relacionam cidades e novas tecnologias de comunicação. Conheça estas quatro camadas a seguir:

Criação de projetos com a finalidade de gerar uma representação online e estratégica da cidade: 

Na primeira camada, a cidade digital funciona como um portal com informações gerais e serviços, comunidades virtuais e representações geopolíticas sobre uma determinada área urbana.

 Podemos citar o projeto “De Digitale Stad”, da cidade de Amsterdã, criado em 1994, como um dos pioneiros no levantamento e disponibilização de informações, dando o start nessa jornada de camadas.

Criação de infra-estrutura e acesso público para o uso das novas tecnologias: 

Parte da construção de uma cidade digital consiste em criar interfaces entre o espaço eletrônico e o espaço físico por meio da oferta de teleportos, telecentros, quiosques multimídia e áreas de acesso e serviços. 

Para esta camada de experiência, o Brasil conta com o Programa de Cidades Digitais, que visa levar banda larga a todo o país, promovendo a inclusão digital.

Uso de SIG (Sistema de Informação Geográfica) e de modelagens 3D para criação de simulação: 

Na terceira camada, essa é a experiência proporcionada na cidade digital. Por meio de sistemas informatizados se torna cada dia mais possível visualizar e processar dados espaciais de cidades. 

As simulações orientam o planejamento e gestão do espaço, sendo uma ferramenta de gestão estratégica do urbanismo contemporâneo.

Non-grounded cybercities, ou cidades não enraizadas em espaços urbanos reais: 

Com esta camada, temos as cidades sendo vistas como projetos que não representam um espaço urbano real. Ou seja, são sites que criam comunidades virtuais, como fóruns e chats, utilizando a metáfora de uma cidade para organizar o acesso e estimular a navegação pelas informações. São exemplos Twin WorldsSecond Life.

A infraestrutura da cidade digital tem vários objetivos centrais: 

  • Promover o vínculo social e a inclusão digital;
  • Democratizar o acesso à informação;
  • Produzir dados para a gestão do espaço;
  • Estimular o desenvolvimento das atividades políticas, culturais e econômicas;
  • Reforçar a importância da dimensão pública. 
Um universo de possibilidades e tecnologias, é assim que a cidade digital se posiciona pelo mundo.

Smart city versus cidade digital

Neste sentido, o desafio das cidades digitais é pavimentar o caminho rumo à cidade inteligente. Para tanto, é preciso criar formas de comunicação e de uso do espaço físico, incentivando a apropriação social das novas tecnologias a partir das experiências de governo eletrônico e cibercidadania. 

Cronologicamente, a cidade digital foi um conceito amplamente utilizado na literatura e no discurso político entre 1997 e 2009. Já a partir de 2010, com a adoção da Estratégia Europa 2020, a cidade inteligente se tornou o conceito predominante.

Muito além de saber o que é cidade digital, é importante ter em mente qual o seu objetivo. Veja ele agora:

O propósito da cidade digital é fazer um melhor uso dos recursos públicos, aumentando a qualidade dos serviços oferecidos aos cidadãos, enquanto reduz-se os custos operacionais da administração pública.

Desse modo, uma cidade digital deve ser informatizada, oferecendo serviços on-line para a população. Agendamentos de consultas on-line, aplicativos para registro de ouvidoria, por exemplo, são alguns dos serviços digitais que devem estar acessíveis para os habitantes. 

Um passo à frente na jornada de transformação digital no meio urbano, está a smart city. A partir da relação entre a criatividade e o conhecimento e da conexão do digital com o real deve surgir uma nova estrutura, surge a cidade inteligente

Nas smart cities, muito além de gerar e promover a inovação, a aprendizagem coletiva, o conhecimento e a estrutura das cidades passam a viver interconectadas com a dimensão digital. 

Isso acontece a partir do uso de várias tecnologias disruptivas, como Internet das Coisas, Big Data e Computação em Nuvem. Ao explorar essas e outras ferramentas, a cidade inteligente passa a ter todos os serviços conectados,  transmitindo informações em tempo real e conduzindo a gestão com automação dos processos

Por exemplo, na área de segurança, aplicações de IoT conectadas com outras tecnologias, como câmeras de segurança, coletores de tráfego e faróis inteligentes, permitem uma ação rápida dos departamentos responsáveis. Isso é possível porque a estrutura interconecta informa, em tempo real, acidentes de trânsito, invasões locais e crimes como roubo/latrocínio. 

Na estrutura da cidade inteligente, as tecnologias sustentáveis também possuem um papel importante. Elas visam reduzir a poluição, o consumo de energia e os resíduos em diferentes componentes e serviços da cidade.

Dessa maneira, as smart cities podem ser definidas como cidades que fazem uso de tecnologias de computação para entregar serviços críticos (administração pública, educação, saúde, segurança, imobiliário, transporte e utilitários) de forma automatizada, inteligente, interconectada e eficiente.

Na verdade, cidade inteligente e cidade digital estão em constante transformação. Ambas terminologias são usadas para indicar uma estratégia urbana inovadora, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida nas grandes cidades, a partir do uso das tecnologias disruptivas e da conectividade. 

Principais exemplos de cidade digital

Atualmente, o portfólio de tecnologias disruptivas é imenso. Big Data, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, com destaque para os chatbots, são apenas algumas das ferramentas que podem ser exploradas nas cidades inteligentes.

Antes, porém, as cidades digitais precisam levar conectividade e acesso simples e  rápido a serviços básicos para a população. A boa notícia é que a jornada de digitalização já vem sendo percorrida por cidades em todo o mundo. Bons exemplos não faltam!

A Pesquisa de Cidades Digitais 2019 listou uma série de cases de sucesso nos Estados Unidos. 

Em Weston, na Flórida, as autoridades municipais adotaram a tecnologia para tornar os serviços mais eficientes, eficazes e transparentes. O contrato de TI para recuperação de desastres como um serviço economiza 75 mil dólares anuais para a cidade. Além disso, o site da cidade permite que os cidadãos acessem mais de 75 serviços, além de ter uma habilidade Alexa ativa.

Já a cidade de Lynchburg alavanca a TI para dar suporte a várias prioridades da cidade. Por exemplo, a equipe de SIG fornece análise de dados, mapas e dados demográficos e colabora com um professor universitário local na iniciativa Bridges to Progress, uma abordagem baseada em dados com foco na redução dos níveis de pobreza.

No Japão, o projeto de Cidade Digital de Kyoto complementa a cidade física correspondente e fornece um centro de informações para a vida diária de comunidades urbanas reais. O escopo prevê, inclusive, a entrega de informação sensorial em tempo real, horários de ônibus, status do tráfego, condições meteorológicas. Na Cidade de Kyoto, mais de 300 sensores já foram instalados e eles coletam dados de tráfego de mais de 600 ônibus urbanos.  Dessa forma, a cidade digital ao vivo caminha rumo à cidade inteligente.

Amsterdã é outra cidade que também se destaca quando o assunto é a digitalização do espaço urbano. Ainda na década de 90, a cidade compreendeu a importância de tornar os serviços mais acessíveis para o cidadão usando a tecnologia. 

Hoje, a capital holandesa conta com uma série de produtos e serviços inovadores. Na mobilidade urbana, por exemplo, as iniciativas entregam dados sobre o tráfego e as opções de transporte, incluindo a disponibilidade de  estacionamento, táxis e ciclovias. Os aplicativos também facilitam a vida das pessoas. Por exemplo, o Drive Carefully alerta os motoristas quando eles se aproximam de uma escola, pedindo a redução da velocidade.

A cidade digital é uma cidade em suas mãos! Faça mais pela sua localidade, conheça nossas soluções e evolua com a Ingram Micro.

Cidade digital e a importância das novas tecnologias

Independentemente de qual fase de digitalização a cidade está vivendo, o fato é que o investimento em novas tecnologias é indispensável. Somente a partir da modernização da infraestrutura, dos processos de gestão e dos serviços ao cidadão é que a construção da cidade do futuro torna-se viável. 

Muito além de saber o que é cidade digital, agora você também conhece sua importância e alguns dos exemplos que são referência para o mundo. Além disso, é preciso lembrar que seus projetos precisam incluir tecnologias sustentáveis.

Neste contexto, a Ingram Micro conta com as melhores soluções para o desenvolvimento das cidades digitais e das smart cities. Com o investimento em ferramentas como Big Data, computação em nuvem, Inteligência Artificial e cibersegurança, as prefeituras ganham condições de ressignificar a gestão pública e a infraestrutura urbana, caminhando rumo ao futuro.

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Roberto Gero

Roberto Gero

Diretor de Produtos e Advanced Computing da Ingram Micro Brasil. Formado em Engenharia Mecânica, com MBA Executivo pela FIA/USP – Fundação Instituto de Administração. Desde 2017, trabalha como Diretor de Soluções Avançadas na Ingram Micro Brasil; com mais de 25 anos em áreas de negócios de TI, passou por diferentes posições em Canais e Fabricantes, incluindo IBM, Oracle e Ingram Micro.