Se a sua empresa não possui um ótimo plano ou não sabe o que é logística reversa, você pode estar perdendo parte de sua receita e nem perceber. O planejamento e o gerenciamento da devolução dos produtos à sua empresa pode parecer um processo um pouco complexo. De fato, a logística reversa demanda de alguns cuidados, mas saiba que os benefícios obtidos — tanto para a sua empresa (devido a otimização da receita interna e melhoria da imagem), quanto para o meio ambiente — valem o investimento.

Em um estudo, conduzido na Universidade de Nevada, pesquisadores perguntaram para mais de uma centena de empresas por que elas não tinham um forte programa de logística reversa. Quase 40% disseram que a gestão de devoluções não parecia tão importante quanto outras questões. 34,3% dos executivos disseram não ter o sistema certo em funcionamento.  

Ainda hoje, muitas empresas não sabem precisamente o que é logística reversa e nem percebem plenamente sua importância. Mas, se você busca por uma operação sustentável, precisa considerar a relevância desta prática. A chave para o sucesso é tratar a logística reversa com o mesmo nível de estratégia, supervisão de gerenciamento e investimento da logística de saída. Tratá-la como uma reflexão tardia vai custar caro a longo prazo.

Além disso, entender o que é logística reversa e aplicar esta estratégia leva à diminuição do descarte de diversos materiais, contribuindo para a sustentabilidade. Neste post, você entenderá o que significa logística reversa e muito mais. Continue sua leitura!

O que é logística reversa?

A logística reversa é, basicamente, o conjunto de processos realizados para viabilizar o recolhimento dos produtos do cliente e a entrega para o vendedor ou fabricante. Dessa maneira, é possível fazer o encaminhamento dos produtos para o pós-venda ou pós-consumo para reuso, reciclagem ou descarte adequado. 

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No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), disposta na Lei nº 12.305/2010, oferece as diretrizes para a logística reversa. A legislação atribui responsabilidade compartilhada pelo destino correto dos produtos para todos os envolvidos no ciclo de vida dos produtos. Ou seja, fabricante, distribuidor, vendedor e consumidor devem cooperar para garantir a preservação do meio ambiente.

Além disso, algumas empresas são obrigadas a adotar a logística reversa. A regra vale para fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: 

  • agrotóxicos, seus resíduos e embalagens;
  • pilhas e baterias;
  • pneus;
  • óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
  • lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Ao construir uma política de logística reversa bem planejada e personalizada, a companhia pode obter uma série de vantagens. Confira quatro possíveis benefícios:

  • Reduzir os custos de armazenamento e distribuição;
  • Melhorar a reputação da empresa;
  • Atender às necessidades do cliente;
  • Criar uma cadeia de suprimentos mais sustentável. 
Dessa maneira, muitas empresas, além de praticarem a logística reversa, usam suas políticas de devolução como um diferencial competitivo.

Quais são os tipos de logística reversa?

Na logística reversa, os produtos são devolvidos por duas razões principais: não se adaptam às necessidades do cliente ou chegaram ao fim da sua vida útil. Uma vez recebidos, os equipamentos podem ser vendidos ou descartados permanentemente. 

Em outra abordagem, também é possível fazer o recondicionamento e remanufatura de componentes. Dependendo da demanda, um dos três tipos de logística reversa será usado na abordagem.

Logística reversa pós-consumo

Este é o modelo mais usado pelas empresas e mais conhecido pelos clientes. A logística reversa pós-consumo consiste na gestão de um canal de distribuição responsável pelo retorno de produtos já consumidos ou que estão vencidos para o fabricante

Os pneus, por exemplo, depois de usados, são coletados para serem reaproveitados em outros processos. A partir deles, é possível, por exemplo, produzir asfalto. 

Logística reversa pós-venda

Em situações de produto com defeitos, pedido incorreto ou arrependimento de compra, principalmente no e-commerce, a logística reversa pós-venda é acionada para a devolução de produtos que não atenderam às expectativas dos clientes

Neste caso, as empresas precisam fazer o recolhimento do produto. Elas costumam utilizar duas abordagens:

  1. Oferecer um código para que o cliente envie a mercadoria pelos Correios para a sua sede. 
  2. Realizar a coleta local. 

Feito o recolhimento, o produto pode ser reaproveitado gerando, inclusive, uma nova venda.

Reuso

A abordagem de reuso é uma oportunidade da empresa lucrar com a venda do resíduo. Geralmente, o canal usado para a logística reversa de reuso são os leilões de resíduos.

Dessa maneira, diversas mercadorias como livros, móveis, equipamentos eletrônicos e até mesmo carros, geram caixa para os fabricantes quando arrematadas em leilão. Além de evitar o descarte incorreto de resíduos, esse tipo de logística oferta os produtos estocados para consumidores que, de fato, têm interesse em adquiri-los. 

Outros tipos de logística reversa

A remanufatura é outra abordagem possível para a logística reversa. Neste modelo, produtos usados ou avariados são processados pelo mesmo fabricante, usando uma combinação de peças novas ou reutilizadas. Na sequência, as mercadorias são comercializadas.

Seguindo o mesmo processo, os produtos recondicionados também são reprocessados, porém não pelo fabricante, mas, sim, por empresas que não homologadas para processar o produto original. Feito o recondicionamento, os produtos são vendidos novamente.

A importância do gerenciamento de devoluções

Vale destacar que sem uma gestão adequada das devoluções, este processo torna-se impossível. Portanto, implemente uma política de devolução consistente, com regras claras, e processos bem definidos dentro de um fluxo. Desse modo, você terá a certeza de que todas as atividades relacionadas à logística reversa serão executadas com precisão, atendendo às exigências dos clientes e da lei, e garantindo a coleta e descarte corretos.

Como se aplica a logística reversa?

O processo da logística reversa depende do negócio. Porém, basicamente, ele consiste no gerenciamento e encaminhamento de devoluções após a venda do produto. 

Fundamentalmente, o processo pode ser dividido em três etapas:

  1. O cliente solicita a devolução e, em seguida, encaminha o produto ao comerciante/distribuidor; 
  2. O comerciante/distribuidor irá, então, remeter o produto ao fabricante/importador;
  3. Por sua vez, o fabricante/importador é responsável por garantir o tratamento correto, encaminhando para reuso, reciclagem ou descarte adequado.
Neste processo, é importante que o item devolvido seja rastreado com o mesmo nível de visibilidade e transparência de uma remessa de saída.
Dedique-se a entender o que é logística reversa e veja o mundo mudar.

Na prática, ela varia muito entre as indústrias. Vejamos algumas aplicações:

  • Um fabricante de roupa pode aceitar doações de roupas usadas em suas lojas para utilizá-las na produção de uma linha de peças recicladas. É o que faz o Grupo H&M  nas suas unidades pelo mundo.
  • Um desenvolvedor de dispositivos móveis pode estimular a compra de produtos mais recentes, oferecendo descontos com a devolução do usado. A Apple propõe essa troca para seus clientes. Com a coleta dos dispositivos antigos, a companhia usa peças de modelos anteriores em seus produtos novos. Uma abordagem mais sustentável que também gera economia nos custos de produção.

Quais são os benefícios da logística reversa?

Agora que você já sabe o que é logística reversa, saiba que essa estratégia oferece uma série de vantagens para as organizações: desde a eliminação de multas de órgãos governamentais por descarte indevido até a melhoria da imagem pública da empresa, bem como a recuperação do valor dos ativos.

Além disso, essa é uma estratégia-chave para se manter em conformidade com as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos. 

Confira, a seguir, os principais benefícios da logística reversa:

  • Redução dos custos administrativos, de transporte e de suporte pós-venda;.
  • Agilidade e velocidade nos processos de devolução, reuso e descarte;
  • Alcance das metas de sustentabilidade;
  • Melhor experiência ao cliente e maiores níveis de fidelização;
  • Maior visibilidade reversa da cadeia de suprimentos, produtividade e capacidade de resposta aos clientes;
  • Cadeia de suprimentos sincronizada que combina logística tradicional de encaminhamento, logística de entrada e logística reversa;
  • Transparência nas operações da cadeia de suprimentos em sua rede;
  • Redução do risco de litígios e penalidades por descucmprimento de diretrizes regulatórias.

Como a logística reversa afeta o gerenciamento da cadeia de suprimentos?

Como vimos até aqui, saber o que é logística reversa é apenas um dos desafios das empresas, além de planejar e executar estratégias para gerenciar produtos para além da fabricação e da venda final. Esses processos podem incluir reparo, recuperação de garantia, redistribuição, recuperação de valor, reciclagem no final da vida útil ou qualquer combinação dessas atividades. 

Na prática, o ideal é construir uma estratégia exclusiva, com um fluxo de processos bem definido. Tentar encaixar a logística reversa na estrutura tradicional da logística pode levar a gargalos e à insatisfação do cliente

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Se você deseja obter máxima eficiência e quer experimentar todos os ganhos já citados, invista na definição desta estratégia e tenha sempre claro em mente o que é logística reversa. Esses dois pontos são o que darão suporte à cadeia de suprimentos. 

Logística reversa para equipamentos de TI

Atualmente, a estrutura de tecnologia da informação das empresa não é pequena. São muitos os equipamentos e serviços de TI que precisam ser gerenciados pelas companhias. 

Especialmente para maximizar o valor de diferentes hardwares, a logística reversa é fundamental. Seja por conta de um defeito, seja por uma demanda de atualização de tecnologia ou por qualquer outro motivo, o fato é que, mesmo diante da necessidade de troca dos equipamentos, eles ainda têm valor. 

Por isso, reparar ou recondicionar seus equipamentos sempre que possível pode ajudá-lo a obter o máximo de seus investimentos em tecnologia. Nesta estratégia, outra prática igualmente importante é fazer o descarte adequado dos equipamentos quando for este o caso. 

Recentemente, a publicação do Decreto nº 10.240/2020, que obriga as empresas a recolherem lixo eletrônico deixou gestores em alerta para essa demanda. Este decreto faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Com a medida e a parceria com companhias do setor, o governo pretende aumentar o número de pontos de coleta de eletroeletrônicos no Brasil para 5 mil pontos até 2025. A iniciativa deve impactar os 400 maiores municípios do país, que representam 60% da população brasileira.

De qualquer maneira, independentemente da abordagem, vale lembrar que os equipamentos, geralmente, guardam dados empresariais importantes e confidenciais. Daí a importância de buscar uma empresa com experiência comprovada em manuseio, teste e reparo de equipamentos de TI em todo o seu ciclo de vida.

Assim, você tem a certeza de que essa empresa sabe exatamente o que é todo este processo. Isso garante que todos os processos, incluindo reparo, recondicionamento, descarte e apagamento e renovação de dados serão conduzidos com segurança e eficiência.

Agora que você já sabe o que significa logística reversa e conhece todos os detalhes desta abordagem, pode começar a implementar essa prática na sua companhia. Os benefícios são muitos, com destaque para o aumento da satisfação do cliente e a recuperação do valor de ativos com novos negócios. Quer saber por onde começar? Acesse o infográfico! 

Você pode, também, conversar com a gente e saber todas as oportunidades e soluções alinhadas com a sustentabilidade que nós temos! Entre em contato agora mesmo!

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Carla Albino

Carla Albino

Sr. Business Development Manager, ITAD Commerce & Lifecycle Services. Responsável pelos negócios da divisão de ITAD no Brasil, participou da implantação da operação de gerenciamento de ativos da Ingram desde o início. Mais de 10 anos de experiência no segmento de Logística Reversa de eletrônicos e Remarketing, tendo atuado nas principais companhias internacionais do segmento. Sustentabilidade em TI e proteção de dados sempre foram o foco do seu trabalho, ajudando centenas de empresas no Brasil a se adequarem à Política Nacional de Resíduos Sólidos desde 2009, e, agora, à LGPD. Focada atualmente em desenvolver o mercado nacional em parceria com os múltiplos canais da Ingram Micro e principais fabricantes de tecnologia, ministrando palestras, treinamentos de vendas e webinars.