Quase todo mundo tem um, mesmo sem saber. Pense nos dispositivos digitais que você usa diariamente: computador desktop, tablet, laptop, smartphone e outros. Como esses dispositivos são amplamente usados por consumidores e empresas, garantir um nível de proteção contra hackers deve ser uma das prioridades das companhias, e é aqui que entra o endpoint security. 

Os endpoints servem como pontos de acesso a uma rede corporativa e criam pontos de entrada que podem ser explorados por agentes mal-intencionados. Daí a importância do conceito e da estratégia de endpoint security. 

Neste artigo, apresentamos as informações essenciais sobre o tema. Confira!

O que é endpoint security?

Também conhecida como proteção do endpoint, essa é a abordagem de segurança cibernética para proteger os endpoints – como desktops, laptops e dispositivos móveis – de atividades maliciosas.

Basicamente, a estratégia de endpoint security visa proteger qualquer dispositivo que se conecta à rede corporativa de fora de seu firewall. São exemplos de dispositivos de endpoint incluem:

  • Laptops;
  • Tablets;
  • Dispositivos móveis;
  • Dispositivos de Internet das coisas (IoT);
  • Sistemas de ponto de venda (POS);
  • Impressoras digitais;
  • Outros dispositivos que se comunicam com a rede central.

Por que a abordagem de endpoint security é importante?

Atualmente, com a digitalização a todo vapor, o número de endpoints não para de crescer. Além da jornada de transformação digital, outro movimento que contribuiu para o aumento dos endpoints foi a rápida mudança relacionada à pandemia para o trabalho remoto. 

De acordo com uma pesquisa do Gallup, a maioria dos profissionais dos EUA estavam trabalhando remotamente em 2020, com 51% ainda nessa modalidade em abril de 2021. Neste contexto, os riscos apresentados por terminais e seus dados confidenciais são um desafio para as companhias de todos os tamanhos.

Isso porque cada endpoint remoto pode ser o ponto de entrada para um ataque cibernético. De acordo com um estudo conduzido pela Connectwise em 2020, 77% dos 700 tomadores de decisão de SMB pesquisados ​​temem que serão alvo de um ciberataque nos próximos seis meses.

No ano passado, segundo o Internet Crime Report do FBI, o órgão observou um aumento de 300 mil reclamações em relação a 2019, com perdas relatadas de mais de US $ 4,2 bilhões. 

Os ataques cibernéticos comprometem o andamento das atividades, a reputação das empresas e geram altos prejuízos financeiros. 

Para se ter uma ideia, cada violação de dados custa em média US $ 3,86 milhões globalmente, com os Estados Unidos tendo uma média de US $ 8,65 milhões por violação de dados, segundo o Ponemon’s “Cost of a Data Breach Report 2020” (encomendado pelo IMB). 

O maior impacto financeiro deste tipo de ciberataque é a “perda de negócios”, representando quase 40% do custo médio da violação de dados.

Contudo, mesmo diante de tantas ameaças, proteger contra ataques de endpoint é desafiador porque endpoints existem onde humanos e máquinas se cruzam. As empresas lutam para proteger seus sistemas sem interferir nas atividades legítimas de seus funcionários. 

Além disso, embora as soluções tecnológicas possam ser altamente eficazes, as chances de um funcionário ser vítima de um ataque de engenharia social podem ser atenuadas, mas nunca totalmente evitadas.

A endpoint security objetiva proteger qualquer dispositivo que possa ter acesso ao firewall corporativo. No contexto do home office e BYOD, isso se tornou ainda mais importante.

Como funciona o Endpoint Protection?

Os termos proteção de endpoint, plataformas de proteção de endpoint (EPP) e endpoint security são usados ​​de forma intercambiável para descrever as soluções de segurança gerenciadas centralmente pelas organizações para proteger endpoints como servidores, estações de trabalho, dispositivos móveis e cargas de trabalho contra ameaças de segurança cibernética. 

As soluções de proteção de endpoint funcionam examinando arquivos, processos e atividades do sistema em busca de indicadores suspeitos ou maliciosos.

Na prática, elas oferecem um console de gerenciamento centralizado a partir do qual os administradores podem se conectar à rede corporativa para monitorar, proteger, investigar e responder a incidentes. Isso é possível a partir de uma das três abordagens listadas a seguir: 

Abordagem “tradicional ou legada”: costuma ser usada para descrever a postura de segurança local que depende de um data center hospedado localmente a partir do qual a segurança é fornecida. O data center atua como o hub para o console de gerenciamento para alcançar os terminais por meio de um agente responsável por fornecer a segurança a partir da gestão de endpoints.

Abordagem híbrida: com a adoção do trabalho remoto impulsionada pela pandemia, muitas organizações mudaram para laptops e trazem seu próprio dispositivo (BYOD) em vez de dispositivos de desktop. 

Neste novo cenário, as limitações da abordagem local ficaram ainda mais evidentes. Por isso, alguns fornecedores de soluções de endpoint security mudaram nos últimos anos para uma abordagem “híbrida”,  adotando um design de arquitetura legado e adaptando-o para a cloud a fim de obter alguns recursos da nuvem.

Abordagem com solução “nativa da nuvem” integrada:  com essa modalidade de endpoint security, os administradores podem monitorar e gerenciar remotamente endpoints por meio de um console de gestão centralizada, hospedado na nuvem, que se conecta a dispositivos remotamente por meio de um agente no endpoint. 

Assim, o agente pode fornecer segurança para o endpoint mesmo quando não há conectividade com a internet. Essas soluções aproveitam os controles e políticas da nuvem para maximizar o desempenho da segurança além do alcance tradicional, expandindo o alcance do administrador.

Software de proteção de endpoint vs. software antivírus

O software de endpoint security protege os endpoints contra violações – não importa se eles são físicos ou virtuais, dentro ou fora das instalações, em data centers ou na nuvem. Ele é instalado em laptops, desktops, servidores, máquinas virtuais, bem como nos próprios terminais remotos.

Com uma proposta diferente, o antivírus costuma fazer parte de uma solução de endpoint security e, geralmente, é considerado uma das formas mais básicas de proteção de endpoint. 

Na prática, em vez de usar técnicas e práticas avançadas, como mapeamento de ameaças e detecção e resposta de endpoint (EDR), o antivírus simplesmente encontra e remove vírus conhecidos e outros tipos de malware. 

O antivírus tradicional é executado em segundo plano, verificando periodicamente o conteúdo de um dispositivo em busca de padrões que correspondam a um banco de dados de assinaturas de vírus. Além disso, o antivírus é instalado em dispositivos individuais dentro e fora do firewall. 

Benefícios de uma solução de endpoint security

Até aqui, conhecemos o conceito, a proposta, o funcionamento e a importância das soluções de endpoint security. Esse é um serviço que combina prevenção, detecção e remediação para todos os endpoints em um serviço gerenciado.

Por isso, traz uma série de benefícios para as organizações. Listamos os principais a seguir: 

Colaboração entre medidas de segurança e administradores

A segurança e a administração digital são frequentemente tratadas como diferentes setores da operação de uma empresa. 

Mas, quando um ataque cibernético externo ameaça os dados de uma organização e de seus colaboradores, a equipe administrativa e de segurança podem se unir para combater a ameaça. Essa aliança não só torna os sistemas internos mais seguros, como também fortalece a rede de uma empresa como um todo.

Proteção contra uma ameaça direta e vital

Não importa se a empresa precisa lidar com malwares, ataques zero trust ou uma variedade de cibercrimes. 

O fato é que ter uma estratégia de endpoint security fornece uma forma completa de proteção contra possíveis violações externas. Com medidas de segurança precisas e assertivas, os problemas podem ser identificados, localizados, analisados ​​e eliminados.

Mapeamento e correção de vulnerabilidades de segurança

Localiza quaisquer pontos fracos no sistema operacional interno de uma empresa e corrige possíveis inconsistências que podem levar a problemas sérios se não forem identificados em tempo. 

A endpoint security permite que a empresa identifique as ameaças à segurança de maneira proativa, e não reativa, preservando a estrutura de TI e os dados corporativos e pessoais de clientes e colaboradores.

Maior integração entre as equipes, rastreamento de riscos em tempo real e uma gestão centralizada dos dados são alguns dos benefícios ao apostar em endpoint security.

Gestão simplificada

Simplifica os recursos de supervisão ao ter tudo o que uma empresa precisa (segurança, gerenciamento de dados e portal de armazenamento) em um único programa especializado em endpoint security.

Ter acesso a todas essas ferramentas em um só lugar otimiza a gestão e dá vantagem para as empresas em uma era de níveis crescentes de trabalho remoto.

Proteção do nome e a reputação da sua empresa

Uma boa solução de endpoint security permite que você proteja sua empresa. Afinal, dessa maneira, é possível acompanhar de perto tudo o que está acontecendo fora do sistema operacional interno ou da rede. 

Lembre-se: a reputação de uma empresa pode ser arruinada se ela deixa de ser proativa na cibersegurança e permite que ataques cibernéticos comprometam seus sistemas.

Zero Trust

Qualquer coisa que entrar em contato com o sistema operacional interno de uma empresa ou rede, não importa se é um arquivo de trabalho ou e-mail, é verificada e analisada. Com esse monitoramento, é possível identificar ameaças em potencial. 

Assim, as empresas podem estabelecer e manter o controle de suas redes, tornando mais difícil a entrada de ataques externos por meio de dispositivos terminais no sistema.

Desafios de endpoint security: quais são e como vencê-los 

Como vimos até aqui, uma estratégia de endpoint security é uma das melhores maneiras de manter a empresa protegida, garantindo o mapeamento de potenciais ameaças e impedindo ataques cibernéticos. 

Porém, a adoção deste tipo de estratégia traz alguns desafios. Veja só: 

Dispositivos pouco seguros

Conforme os dispositivos de endpoint continuam a evoluir e se tornar mais avançados, eles podem carregar ameaças e fragilidades que facilitam ataques contra sistemas de dados. 

Isso porque quando os dispositivos são fabricados, eles não estão equipados com medidas de segurança digital, têm recursos de segurança desatualizados ou são indetectáveis ​​pelas plataformas de endpoint security por terem sido introduzidos há pouco tempo no mercado.

Novos dispositivos, novas ameaças

Conforme a tecnologia evolui, o mesmo ocorre com o malware e outras ameaças que podem comprometer o sistema. Vale destacar que algumas formas de malware nem precisam que os arquivos entrem na rede de dados de uma empresa.

“Isso é um assalto”: roubo de dados 

Geralmente, os hackers ladrões de dados usam ransomware para explorar empresas e instituições federais no intuito de obter acesso a informações confidenciais.

As companhias do setor público e privado apresentam várias fragilidades, uma vez que lidam com a falta de dinheiro, ferramentas e medidas de segurança para se defender contra esse tipo específico de ameaça.

Conserto e reparos

Corrigir ou consertar gateways de endpoint pode ser uma tarefa difícil para os membros do departamento de segurança, especialmente porque os ladrões de dados podem alternar seus métodos de ataque tão rapidamente quanto o patchwork é concluído.

Não confie em nenhum dispositivo

Não importa o tamanho da empresa, a segurança dos sistemas de rede deve ser uma prioridade para garantir a proteção das informações corporativas e pessoais armazenadas no sistema. Isso significa que você precisa verificar e analisar cada dispositivo que entra em contato com os dados.

Conforme novas tecnologias surgem, ataques e ameaçam também se renovam. Mas apesar dos desafios, é fundamental investir em endpoint security para coibir danos à rede informacional e garantir uma boa reputação da empresa.

Vale a pena investir em uma solução de endpoint security?

Com certeza! Ao priorizar uma estratégia de proteção avançada de endpoint, as organizações obtêm ferramentas de detecção, prevenção e resposta rápidas e contínuas. 

Isso é possível porque a tecnologia garante visibilidade desobstruída em todos os terminais, o que permite evitar ataques sofisticados em tempo real e impedir que invasores persistentes comprometam seus ambientes e roubem dados.

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Alexandre Nakano

Alexandre Nakano

Diretor de Segurança e Networking da Ingram Micro Brasil. A frente da diretoria de novos negócios para a área de Enterprise, Colaboração e Cybersec na Ingram Micro Brasil, possui mais de 20 anos no mercado de tecnologia e esteve sempre em cargos de gestão e direção de vendas em grandes empresas do setor de TI. Tem, em seu currículo, passagem por empresas como Cisco Systems, Cyclades/Avocent, Westcon/Comstor e Scansource/Network1. Além da experiência profissional, traz na bagagem acadêmica dois MBAs executivos, o primeiro em gestão corporativa pela FGV, o segundo em finanças, pelo Insper, além da graduação em Engenharia Eletrônica.