Metaverso: a ideia em si não é nova. O autor de ficção científica Neal Stephenson apresentou o termo em seu romance cyberpunk Snow Crash, publicado em 1992. A narrativa apresenta um mundo virtual 3D no qual as pessoas, representadas como avatares, podiam interagir umas com as outras e com agentes por meio de inteligência artificial.

Em 2021, o termo ganhou o mundo depois que o Facebook foi rebatizado como Meta. Na prática, a ideia é fornecer aos usuários espaço e possibilidades infinitas para se movimentar, interagir, se envolver e até mesmo ganhar dinheiro em um mundo de realidade virtual

Mas, afinal, o que realmente é o metaverso? E em que medida esse conceito será mesmo incorporado em nossa rotina? E metaverso, o que significa? Neste artigo, buscamos responder essas e outras questões sobre o tema. Continue a leitura e saiba mais! 

Metaverso: o que é?

Desde que o Facebook se rebatizou como Meta, discussões e debates sobre o conceito de Metaverso têm circulado.

Para a bigtech de Mark Zuckerberg, um dos principais casos de uso do metaverso é o envolvimento em contextos educacionais, de trabalho e sociais. Seguindo a mesma tendência, a Microsoft mostra que também quer explorar esse espaço concentrando especificamente nas demandas do escritório virtual por enquanto.

As projeções são otimistas. Mark Zuckerberg, fundador do Meta, disse, em um podcast de março, que 

“em 2030, as novas gerações do Oculus permitirão que os usuários se teletransportem de um lugar para outro sem se mover do sofá – não apenas para jogos e entretenimento, mas também para o trabalho”. 

A noção de metaverso contém vários elementos: 

  • camadas de realidade virtual; 
  • ativos digitais interativos e quase reais;
  • a capacidade de se mover e se teletransportar sem restrições e 
  • a solução de problemas em 3D. 

Hoje, não existe um conceito universalmente aceito de um “metaverso” real. Existe, sim, uma compreensão de que o esse já é um sucessor mais sofisticado da Internet. 

Contudo, não há uma definição simples e amplamente conhecida porque não há metaverso no momento e ninguém sabe o que será no futuro.

Ainda assim, um dos conceitos que se destaca é a definição do capitalista de risco Matthew Ball, autor do extenso Metaverse Primer:

“O Metaverso é uma rede expansiva de mundos 3D renderizados em tempo real e persistentes e simulações que suportam a continuidade de identidade, objetos, história, pagamentos e direitos e podem ser experimentados de forma síncrona por um número efetivamente ilimitado de usuários, cada um com um senso de presença individual. ” Matthew Ball

Para responder à dúvida sobre o que é metaverso, o Facebook, agora Meta, apresenta um conceito mais simples:

“O ‘metaverso’ é um conjunto de espaços virtuais onde você pode criar e explorar com outras pessoas que não estão no mesmo espaço físico que você.”

Nem de longe a proposta é substituir a internet. Pelo contrário, é construir sobre ela, transformando-a em um processo interativo. Como o metaverso está em constante desenvolvimento, ele pode se tornar muito mais grandioso e imersivo quando se tornar uma realidade.

A origem do metaverso

Formada pelo prefixo “meta”, de origem grega, que significa “além”, e pelo “verso” que deriva da palavra “universo”, a palavra metaverso foi usada pela pela primeira vez na literatura por Neal Stephenson em seu romance distópico de 1992, Snow Crash.

No livro, o metaverso é apresentado como a evolução definitiva da internet,  um tipo de realidade virtual onde qualquer interação virtual pode ter um impacto direto no mundo real também.

O livro resume muito bem o que é o metaverso. É um espaço virtual fisicamente persistente onde existem avatares virtuais, interações sociais digitais e jogos, entre muitas coisas únicas que associamos ao metaverso hoje. 

Desde o lançamento da publicação, vários outros livros, filmes e programas de televisão se envolveram com o conceito em vários graus, incluindo o apreciado filme Ready Player One (2018), de Steven Spielberg, adaptado do romance de Ernest Cline de 2011.

De maneira geral, o fio condutor do conceito de metaverso é orientado por uma única compreensão: trata-se de uma realidade virtual em que, dependendo do avanço da época, as pessoas serão capazes de fazer tudo o que fazem na vida real.

Como funciona o metaverso?

 A realidade virtual é mais expandida e realista no metaverso, sendo a combinação de uma experiência virtual e física.

O metaverso é definido como uma internet tridimensional alimentada por realidade virtual e realidade aumentada. Ele é:

  1. persistente (existe independentemente da presença do usuário);
  2. está acessível em tempo real (os usuários podem experimentar eventos ao vivo);
  3. infinito (suporta usuários simultâneos ilimitados e mundos de realidade virtual); 
  4. autossustentável (os usuários podem trabalhar e pagar por coisas no metaverso) e 
  5. interoperável (há apenas um metaverso e tudo está integrado nele). 

Na prática, o metaverso irá permitir uma sobreposição maior de nossas vidas digitais e físicas em riqueza, socialização, produtividade, compras e entretenimento. Em sua essência, o metaverso (também conhecido por muitos como “web3”) é uma evolução de nossa Internet atual. 

Metaverso: o que é possível fazer lá?

O metaverso é um mundo de realidade virtual onde você pode ir para a escola, trabalhar, jogar, assistir shows, navegar nas prateleiras das lojas e muito mais sem sair da sua casa (física). 

Se a internet é bidimensional – texto e imagens em telas planas – pense no metaverso como tridimensional e multissensorial, incluindo o toque. 

Atualmente, o que existe de mais próximo do metaverso são jogos como Fortnite e Roblox. Contudo, a tendência é que esse espaço seja amplamente utilizado para abrigar o trabalho remoto.

Uma das principais diferenças entre o metaverso e a Internet está em seu propósito. Com a internet, você pode estar online sem necessariamente interagir com outras pessoas, mas a base do metaverso é sobre a interação humana digital. 

É sobre pessoas compartilhando um universo virtual juntas, seja para o trabalho, escola, exercícios ou simplesmente para diversão.

Qual a relação entre NFTs e o metaverso?

De acordo com muitas previsões, os NFTs devem desempenhar um papel importante no metaverso. Simplificando, eles são tokens que vivem em um blockchain e podem ser usados ​​para provar a propriedade de ativos digitais conectados. 

Na prática, os NFTs podem ser podem ser conectados a qualquer coisa, incluindo avatares virtuais, ativos de jogos e imóveis, viabilizando transações como compra e troca.

Um uso chave (literalmente), dizem alguns, será para acessar áreas do metaverso e provar que alguém tem o direito de controlar quem pode ou não pode visitar ou usar uma determinada parte de um ambiente virtual. 

Muitos dos jogos blockchain disponíveis no metaverso também usarão NFTs como recompensas, explorando-os como uma alternativa para outro tipo comum de token de blockchain, as criptomoedas.

Essencialmente, uma das principais funções dos NFTs no metaverso será atribuir valor aos objetos digitais, provando assim a propriedade legítima de um usuário.

Em síntese, nos metaversos do futuro, mundos online separados serão integrados a partir do uso de NFTs que visam facilitar as atividades entre cadeias.

Qual a diferença entre metaverso e realidade virtual?

O metaverso será utilizado tanto quanto a internet e em diversas situações, seja de trabalho, diversão ou quaisquer outras.

Para compreender o metaverso, é fundamental conhecer alguns conceitos dos elementos e tecnologias que compõem esse novo espaço virtual. Confira, a seguir, alguns termos centrais:

Realidade virtual (VR)

VR é uma experiência imersiva em que a pessoa coloca um fone de ouvido e pode operar dentro de um mundo digital. Atualmente, a VR usa fones de ouvido completos em vez de óculos, imergindo o usuário em um mundo virtual de 360​​° no qual ele pode se movimentar, desde que não esbarre nas paredes físicas.

Realidade aumentada (AR)

AR é uma sobreposição digital projetada no mundo real. Pense no Pokémon Go, no cachorro-quente dançante do Snapchat ou mesmo em wearables como o Google Glass. Todos esses são exemplos de realidade aumentada.

Realidade mista (RM)

A realidade mista incorpora elementos de RV e AR, mas a definição exata é obscura. Uma pessoa pode interagir com objetos virtuais e do mundo real, e os objetos virtuais podem interagir com os do mundo real. Por exemplo, o cachorro-quente do Snapchat pode dançar em uma mesa sem cair das bordas.

Realidade estendida (XR)

A realidade estendida é um termo abrangente para VR, AR e MR, conceitos que muitas vezes se sobrepõem. Eventualmente, as linhas entre VR, AR e MR podem dar sustentação para realidade estendida, tornando XR um termo mais apropriado.

RPG multiplayer online (MMORPG)

MMORPGs são jogos interativos que formam a base do que muitos acreditam ser o metaverso. Milhões de pessoas interagem em espaços compartilhados – jogando, construindo coisas, visitando lojas virtuais e até indo a shows. Os exemplos incluem:

Metaverso: como investir?

 A NFT já é comercializada na internet, em resumo, muitas coisas podem ser NFT, um exemplo que ficou famoso foi a venda do gif do jogo Nyan Cat como um NFT de grande valor.

Em um metaverso, a economia é virtual, baseada nas criptomoedas, que ficam publicamente expostas em uma rede mundial, ou seja, o blockchain.

Para efetuar transações no metaverso, como comprar e vender terrenos, roupas e até mesmo itens de trabalho, os tokens não fungíveis (NFTs, na sigla em inglês) são as moedas de troca, sendo que a posse de cada um deles é registrada no blockchain.

Usando os NFTs, é possível negociar, leiloar, vender, ceder e até alugar um objeto no metaverso. 

Para tanto, é preciso apenas que o blockchain em que o NFT está registrado esteja também integrado ao metaverso, com uma representação virtual do NFT, como uma arte digital em uma galeria virtual dentro do metaverso.

Atualmente, os investidores podem escolher um metaverso específico e comprar sua moeda de governança. Antes, porém, é importante estudar o projeto que receberá os recursos. 

Hoje, os principais metaversos existentes no setor estão na rede do Ethereum. São eles: 

MetaversoPlataformaToken de segurança
The SandboxEthereumSAND
DecentralandEthereumMANA
Star AtlasSolanaPOLIS DAO
Axie InfinityEthereumAXS
MetaMeta Não definido

Atualmente, os consultores de investimento indicam dois projetos que se destacam no metaverso em relação aos demais. O The Sandbox (SAND) e o Decentraland (MANA) são videogames com o aspecto de propriedade habilitado pela blockchain que vêm recebendo muitos investimentos. 

Qual é o futuro do metaverso?

O fato é que o metaverso se tornará tão real e comum quanto a internet e isso é apenas uma questão de tempo. 

Tim Sweeney, fundador da Epic Games, em entrevista para a CNN, afirmou que  o metaverso “vai demorar uma década ou mais para realmente chegar ao ponto final, mas acho que está acontecendo”.

Sweeney destacou ainda: 

“O metaverso não será criado por uma empresa. Ele será criado por milhões de desenvolvedores, cada um construindo sua parte dele. ”

Então, em outras palavras, o metaverso ainda está sendo construído tijolo por tijolo e todos irão participar da sua criação. Caso queira se atualizar sobre tecnologia, acompanhe o blog da Ingram Micro ao clicar no botão abaixo:

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