Planejar tecnologia para um novo ciclo é uma decisão estratégica que impacta diretamente eficiência operacional, segurança, controle de custos e crescimento do negócio. Ainda assim, muitas empresas repetem erros que comprometem resultados ao longo do ano, seja por decisões apressadas, falta de governança ou desalinhamento entre tecnologia e estratégia corporativa.
Em 2026, com ambientes cada vez mais híbridos, uso intensivo de cloud, dados e inteligência artificial, o planejamento de TI precisa ser mais integrado, orientado por dados e conectado aos objetivos do negócio. Neste artigo, destacamos os erros mais comuns cometidos pelas empresas ao planejar tecnologia para o novo ano e como evitá-los de forma prática.

1. Planejar tecnologia apenas com foco em corte de custos
Um dos erros mais recorrentes é tratar tecnologia exclusivamente como despesa, priorizando cortes imediatos sem avaliar impactos de médio e longo prazo. Reduzir investimentos de forma indiscriminada pode comprometer performance, escalabilidade e segurança, gerando custos ocultos no futuro.
Decisões de TI baseadas apenas em redução de custos tendem a limitar a capacidade de inovação e aumentar riscos operacionais, especialmente em ambientes digitais complexos.

Fonte: https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases
Boa prática: focar em eficiência e retorno sobre investimento (ROI), não apenas em economia imediata.

2. Falta de alinhamento entre tecnologia e estratégia de negócio
Outro erro crítico é planejar tecnologia de forma isolada, sem conexão direta com os objetivos estratégicos da empresa. Quando TI não participa das decisões de negócio, surgem investimentos desconectados da realidade operacional e das prioridades corporativas.
A Forrester aponta que empresas que alinham tecnologia à estratégia do negócio têm maior previsibilidade de resultados e reduzem desperdícios em projetos de TI.

Boa prática: envolver lideranças de TI, finanças e negócio no mesmo processo de planejamento.

3. Subutilização de soluções já contratadas
Muitas empresas contratam plataformas de cloud, segurança, analytics ou automação, mas utilizam apenas uma parte dos recursos disponíveis. Isso acontece por falta de governança, treinamento ou visibilidade sobre o uso real das soluções.
Esse cenário gera desperdício financeiro e reduz o potencial de ganho operacional. Antes de investir em novas tecnologias, é essencial entender se as atuais estão sendo exploradas de forma adequada.
Boa prática: realizar auditorias periódicas de uso e revisar contratos antes de novas aquisições.

4. Tomar decisões baseadas em achismo, e não em dados
Planejar tecnologia sem dados confiáveis é um erro que ainda persiste. Muitas decisões são tomadas com base em percepções individuais, experiências passadas ou urgências momentâneas, sem análise estruturada.
Organizações orientadas por dados tomam decisões mais rápidas, reduzem riscos e melhoram a eficiência operacional.
Boa prática: investir em métricas, dashboards e análise de dados para embasar decisões de TI.

5. Ignorar governança, segurança e compliance no planejamento
Segurança não pode ser tratada como etapa final. Um erro comum é planejar tecnologia sem considerar governança, compliance e proteção de dados desde o início.
O relatório Cost of a Data Breach, da IBM, mostra que o custo médio de um vazamento de dados continua crescendo, especialmente quando há falhas de governança e automação de segurança.
Boa prática: integrar segurança e compliance à arquitetura desde a fase de planejamento.

6. Acreditar que cloud reduz custos automaticamente
Migrar para a nuvem não significa, por si só, economia. Sem governança, empresas acabam com ambientes superdimensionados, recursos ociosos e custos imprevisíveis.
O State of the Cloud Report, da Flexera, indica que cerca de 30% dos gastos com cloud são desperdiçados por má gestão e falta de otimização.
Boa prática: adotar práticas de otimização contínua e monitoramento de consumo.

7. Não adotar FinOps como disciplina de gestão
FinOps é uma abordagem que integra TI, finanças e áreas de negócio para controlar, otimizar e prever gastos com tecnologia. Ignorar essa prática resulta em custos descontrolados e dificuldade de planejamento financeiro.
Segundo a FinOps Foundation, empresas maduras em FinOps conseguem reduzir desperdícios sem comprometer performance e inovação.
Boa prática: implementar FinOps como processo contínuo, não como ação pontual.

8. Manter processos manuais que elevam custos operacionais
Processos manuais consomem tempo, aumentam erros e reduzem a capacidade de resposta das equipes de TI. Automação é um dos caminhos mais diretos para reduzir custos operacionais e melhorar eficiência.
De acordo com a Red Hat, automação de processos de TI pode reduzir custos operacionais e liberar times para atividades estratégicas.
Boa prática: mapear processos repetitivos e automatizáveis desde o início do planejamento.

9. Não revisar contratos, licenças e modelos de pagamento
Renovar contratos automaticamente, sem revisar uso real ou alternativas de mercado, é outro erro frequente. Muitas empresas pagam por licenças subutilizadas ou modelos que não acompanham a evolução do negócio.
Boa prática: revisar contratos, renegociar licenças e avaliar modelos mais flexíveis.

10. Tratar o planejamento como algo estático
Planejamento de tecnologia não deve ser anual e imutável. A evolução constante de ameaças, tecnologias e demandas exige revisões periódicas.
Empresas que adotam ciclos de revisão trimestrais conseguem ajustar investimentos e prioridades com mais agilidade.
Boa prática: criar checkpoints regulares para revisar o roadmap tecnológico.

Conte com a Ingram Micro
Evitar erros no planejamento de tecnologia exige visão estratégica, dados, governança e integração entre áreas. Em 2026, reduzir custos, ganhar eficiência e manter segurança só é possível quando tecnologia e negócio caminham juntos.
A Ingram Micro atua como parceira nessa jornada, oferecendo portfólio completo, capacitação técnica, apoio em projetos de cloud, segurança, automação e FinOps, além de programas que ajudam o canal a estruturar ofertas mais inteligentes, escaláveis e alinhadas aos desafios reais do mercado.

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Roberto Gero

Roberto Gero

Diretor de Produtos e Advanced Computing da Ingram Micro Brasil. Formado em Engenharia Mecânica, com MBA Executivo pela FIA/USP – Fundação Instituto de Administração. Desde 2017, trabalha como Diretor de Soluções Avançadas na Ingram Micro Brasil; com mais de 25 anos em áreas de negócios de TI, passou por diferentes posições em Canais e Fabricantes, incluindo IBM, Oracle e Ingram Micro.