A adoção de ambientes híbridos deixou de ser uma tendência para se tornar a realidade da maioria das empresas. Infraestruturas que combinam nuvem pública, nuvem privada, data centers próprios e aplicações legadas oferecem flexibilidade, escalabilidade e otimização de custos. Em contrapartida, também ampliam significativamente a superfície de ataque e a complexidade da gestão de segurança.

Neste cenário, a cibersegurança em ambientes híbridos passou a ser uma prioridade estratégica. O desafio não está apenas em proteger ativos isolados, mas em garantir visibilidade, controle e resposta coordenada em ecossistemas distribuídos. Para canais de TI, isso representa uma oportunidade clara de atuação consultiva, apoiando clientes desde o desenho da estratégia até a implementação e operação contínua da segurança.

Por que a segurança em ambientes híbridos se tornou crítica?

Ambientes híbridos combinam múltiplas arquiteturas, fornecedores e modelos operacionais. Cada camada adiciona novos pontos de risco. Dados trafegam entre ambientes diferentes, usuários acessam sistemas de qualquer lugar e aplicações críticas dependem de integrações constantes.
Segundo o IBM Cost of a Data Breach Report 2024, ambientes híbridos e multicloud estão entre os mais impactados por incidentes de segurança, principalmente devido à falta de visibilidade unificada e controles inconsistentes. O relatório aponta que organizações com ambientes altamente distribuídos têm custos maiores de violação e tempos de resposta mais longos.Fonte: https://www.ibm.com/reports/data-breach
Além disso, ataques cada vez mais sofisticados exploram falhas de configuração, identidades mal gerenciadas e acessos excessivos, problemas comuns em ambientes híbridos mal estruturados.

O racional da segurança digital em ambientes híbridos
Antes de falar em ferramentas, é essencial entender o racional que sustenta uma estratégia de cibersegurança eficiente nesse contexto.
A segurança em ambientes híbridos deve partir de alguns princípios básicos:

• Nenhum ambiente é confiável por padrão, seja on-premises ou em nuvem.

• Identidades são o novo perímetro de segurança.

• Visibilidade contínua é indispensável para detectar ameaças.

• Automação e resposta rápida reduzem impacto e tempo de exposição.

• Segurança precisa acompanhar a jornada do dado, não apenas a infraestrutura.
Esse racional exige uma abordagem integrada, que conecte políticas, tecnologias e processos em todos os ambientes onde a empresa opera.

Os principais desafios enfrentados pelas empresas
Empresas que operam ambientes híbridos costumam enfrentar obstáculos recorrentes quando o tema é segurança digital:
Falta de visibilidade unificada
Ferramentas isoladas geram dados fragmentados. Sem uma visão centralizada, ameaças passam despercebidas ou são identificadas tardiamente.
Gestão de identidades complexa
Usuários, aplicações e dispositivos acessam múltiplos ambientes. Sem uma política consistente de identidade e acesso, o risco de privilégios excessivos cresce rapidamente.

Configurações inconsistentes

Ambientes híbridos exigem padronização. Configurações manuais e desalinhadas criam brechas exploráveis por atacantes.

Dificuldade de resposta a incidentes

A ausência de integração entre ferramentas de monitoramento e resposta dificulta a contenção rápida de ataques.
De acordo com o Relatório de Defesa Digital da Microsoft, erros de configuração e identidades mal gerenciadas continuam sendo vetores predominantes de ataques em ambientes híbridos.Fonte: https://www.microsoft.com/security/business/security-intelligence-report

Por onde começar a segurança digital em ambientes híbridos
Para canais de TI que apoiam clientes nessa jornada, o caminho mais eficiente passa por uma abordagem estruturada e progressiva.

1. Avaliação do ambiente e dos riscos
O primeiro passo é mapear a arquitetura atual do cliente. Isso inclui:

• Ambientes on-premises e em nuvem

• Aplicações críticas e fluxos de dados

• Usuários, dispositivos e níveis de acesso

• Requisitos regulatórios e de compliance
Essa avaliação cria uma base clara para priorizar riscos e definir ações.

2. Fortalecimento da gestão de identidades e acessos
A identidade é o ponto central da segurança em ambientes híbridos. Implementar controles sólidos de acesso reduz drasticamente a superfície de ataque.
Boas práticas incluem:

• Autenticação multifator

• Princípio do menor privilégio

• Revisões periódicas de acessos

• Monitoramento de atividades suspeitas
Segundo o NIST, a gestão adequada de identidades é um dos pilares para segurança em arquiteturas modernas e distribuídas.Fonte: https://www.nist.gov/cyberframework

3. Proteção de dados em todos os ambientes
Dados precisam estar protegidos em repouso, em trânsito e em uso. Em ambientes híbridos, isso exige políticas consistentes de criptografia, classificação da informação e controle de acesso.
Canais podem apoiar clientes na definição de estratégias que acompanhem o dado independentemente de onde ele esteja armazenado ou processado.

4. Monitoramento contínuo e detecção de ameaças

Ambientes híbridos exigem monitoramento constante. Soluções de SIEM, XDR e análise comportamental ajudam a correlacionar eventos de diferentes fontes e identificar padrões suspeitos.
A integração dessas ferramentas é essencial para reduzir falsos positivos e acelerar a resposta a incidentes.

5. Automação e resposta a incidentes

A velocidade é um fator decisivo em incidentes de segurança. Automatizar respostas reduz o tempo entre detecção e contenção.
Playbooks de resposta, orquestração de segurança e integração entre plataformas permitem ações coordenadas e eficientes.

O papel estratégico dos canais na segurança híbrida
Para canais de TI, a segurança digital em ambientes híbridos representa muito mais do que a venda de tecnologia. Trata-se de um campo fértil para atuação consultiva e recorrente.
Os canais podem:

• Apoiar no diagnóstico e planejamento de segurança

• Indicar arquiteturas e soluções adequadas ao contexto do cliente

• Implementar e integrar ferramentas de segurança

• Oferecer serviços gerenciados e monitoramento contínuo

• Ajudar clientes a evoluir sua maturidade em cibersegurança
Essa abordagem fortalece o relacionamento com o cliente e gera novas oportunidades de receita ao longo do tempo.

Como a Ingram apoia canais na jornada de cibersegurança

A Ingram atua como parceira estratégica dos canais em todas as etapas da segurança digital para ambientes híbridos. Seu portfólio reúne fabricantes líderes em cibersegurança, soluções de identidade, proteção de dados, monitoramento e resposta a incidentes.
Além da tecnologia, a Ingram oferece:

• Suporte técnico especializado

• Capacitação e treinamentos

• Apoio no desenho de arquiteturas

• Programas de enablement para canais

• Serviços que facilitam a entrega de projetos complexos
Com essa estrutura, os canais conseguem acelerar projetos, reduzir riscos de implementação e entregar mais valor aos clientes finais.

Segurança híbrida é um processo contínuo
A segurança digital em ambientes híbridos não é um projeto pontual. Trata-se de um processo contínuo de avaliação, adaptação e melhoria. À medida que as arquiteturas evoluem, novas ameaças surgem e os controles precisam acompanhar esse ritmo.
Empresas que adotam uma abordagem estruturada, com apoio de parceiros especializados, conseguem reduzir riscos, melhorar a resiliência operacional e sustentar sua transformação digital com mais segurança.
Para canais, esse é o momento de assumir um papel protagonista, ajudando clientes a navegar pela complexidade dos ambientes híbridos com confiança e estratégia. E, ao longo dessa jornada, podem contar com a Ingram como parceira para conectar tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócio.
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Alexandre Nakano

Alexandre Nakano

Diretor de Segurança e Networking da Ingram Micro Brasil. A frente da diretoria de novos negócios para a área de Enterprise, Colaboração e Cybersec na Ingram Micro Brasil, possui mais de 20 anos no mercado de tecnologia e esteve sempre em cargos de gestão e direção de vendas em grandes empresas do setor de TI. Tem, em seu currículo, passagem por empresas como Cisco Systems, Cyclades/Avocent, Westcon/Comstor e Scansource/Network1. Além da experiência profissional, traz na bagagem acadêmica dois MBAs executivos, o primeiro em gestão corporativa pela FGV, o segundo em finanças, pelo Insper, além da graduação em Engenharia Eletrônica.